|
Notas eletrônicas vão garantir d
BOLSA VAI NEGOCIAR
CRÉDITOS DA NOTA FISCAL
ELETRÔNICA PARA
DESCONTO NO PAGAMENTO DE IPTU
Iniciativa pretende
apoiar negociações entre consumidores
com créditos fiscais e
contribuintes do IPTU
Uma nova Bolsa chega
ao mercado brasileiro para intermediar negociações e transformar em créditos
parte do ISS - Imposto sobre Serviços recolhido pelos prestadores de
serviço. É a Bolsa de IPTU, que
nasce junto com a implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) de
Serviços pela Prefeitura do Município de São Paulo. Ao solicitar uma NF-e de
serviço, válida tanto para empresas quanto para pessoas físicas, o
consumidor receberá, em forma de crédito, uma parte desse valor que será
transformado em descontos no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de
qualquer imóvel. A Bolsa de IPTU é o local onde serão feitas as negociações
de compra e venda desses créditos.
A Bolsa pretende
atender às mais diferentes necessidades e interesses de negociação. Desde
os contribuintes que não podem aproveitar os créditos acumulados com as
notas fiscais, os que não conseguiram reunir notas fiscais ou créditos
suficientes para atingir o teto máximo de desconto no IPTU permitido pela
prefeitura, e até mesmo aos consumidores isentos de IPTU, que quiserem
negociar créditos com pequeno investimento.
Praticamente todos os
prestadores de serviços são obrigados a emitir a NF-e, desde
estacionamentos, escolas, academias de ginástica, cabeleireiros, corretoras
de seguros, manutenção e assistência técnica, consultorias,
cursos e palestras, escolas de idioma, entre outros. Os donos de imóveis em
São Paulo cadastrados pela prefeitura têm até 31 de outubro para recolher
notas fiscais eletrônicas e ganhar desconto no IPTU de 2007.
Se o comprador for pessoa física, poderá descontar 30% do valor do ISS. Se o
comprador for pessoa jurídica, o abatimento cai para 10%. O abatimento
total, somadas todas as notas, não poderá superar a metade do valor do IPTU.
História
A Bolsa
de IPTU foi desenvolvida por dois empreendedores, os empresários
Rodrigo Monzoni, profissional do mercado financeiro com passagens por
empresas como Brasilpar, TNS Interscience, Edge Group, Notcom entre outras e
Antonio Mouallem, investidor em vários ramos de atividade como internet,
serviços financeiros e educação.
“Como o crédito pode
ser utilizado como desconto no IPTU de qualquer imóvel, acreditamos que os
pequenos contribuintes repassarão aos maiores contribuintes esse benefício
mediante negociação”, afirma Mouallem. Monzoni calcula que sejam
concedidos R$ 600 milhões em créditos por ano (com base na arrecadação da
prefeitura em 2005). Desse montante cerca de 20% deve ser negociado na Bolsa
de IPTU, isso sem levar em consideração o inevitável aumento de arrecadação
trazido pela implantação da NF-e.
"O
mercado de negociação de créditos é um mercado promissor", destaca Mouallem. Tomando
como base os números da prefeitura em 2005, a expectativa inicial de
movimentação da Bolsa seria de cerca de 130 milhões por ano, com grandes
perspectivas de crescimento para em decorrência do aumento da arrecadação do
ISS trazida pela implantação da NF-e e o próprio crescimento da economia. A
estimativa de lucro bruto do negócio sobre o faturamento ficaria em torno de
de 8 a 11%.
Como Funciona
De forma muito simples
os consumidores que guardarem as notas fiscais eletrônicas transformadas em
créditos até o dia 31 de outubro, poderão colocá-los à venda no site da
Bolsa de IPTU (www.bolsadeiptu.com.br)
indicando o valor que desejam receber. Da mesma forma, a população que ainda
não atingiu o teto máximo de desconto de IPTU em seus imóveis, colocará
pedidos de compra para esses créditos.
A
Bolsa de IPTU vai atuar como
mediadora para possibilitar o encontro desses compradores e vendedores. As
transações serão finalizadas à medida que ambos, vendedor e comprador,
aceitarem o mesmo valor de deságio (desconto) pela venda dos créditos. Por
exemplo, um crédito de R$ 100,00 em IPTU poderia ser vendido por R$ 80,00 na
Bolsa, o equivalente a deságio de 20%. Não só o vendedor se
beneficia transformando seus créditos em dinheiro à vista, como o comprador
que realizaria um lucro de R$ 20,00 nessa operação. “Sem a
Bolsa de IPTU o vendedor
simplesmente perderia seus créditos por não ter onde utilizá-los e o
comprador deixaria de lucrar ao não aproveitar o limite possível de
descontos em IPTU de seus imóveis”, avalia Mouallem.
O valor do deságio
praticado nas transações da Bolsa será ditado pelo próprio mercado, ou seja,
pelo desempenho entre oferta e demanda de créditos. Se houver muitos
compradores, o deságio diminui se houver muitos vendedores, o deságio deve
aumentar.
Maiores informações:
www.bolsadeiptu.com.br
INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Lúcia Caldas –
lucaldas@superig.com.br - 11.8224.4424/
Regina Costa e Silva –
regina.costaesilva@uol.com.br - 11.9141.9664/3259.7148
|