SÃO PAULO - A Bolsa de IPTU
reiniciou as operações no domingo (25) para venda e compra de
créditos obtidos por meio da Nota Fiscal Eletrônica. O programa
permite que os contribuintes que recebem créditos possam
comercializá-los na internet.
Quando o contribuinte pede a
Nota Fiscal Eletrônica recebe de volta 30% do valor do ISS (Imposto
sobre Serviços), embutido nos preços dos produtos que comprou. Com
os créditos acumulados, ele pode ter desconto no IPTU (Imposto
sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana).
Porém, o
máximo a ser descontado equivale a 50% do valor total do imposto.
Por isso, quem tem crédito sobrando ou precisa deles pode
negociá-los na Bolsa, que fechará suas operações em novembro,
prazo máximo para cadastrar o imóvel no NF-e e obter desconto no
IPTU 2010 com os créditos.
A Bolsa
A Bolsa de IPTU
foi criada há três anos, junto com a NF-e. A emissão da nota na
capital paulista é obrigatória em salões de beleza, academias de
ginástica, escolas particulares, clínicas, oficinas, consultorias,
entre outras empresas
prestadoras de serviço, com receita bruta a partir de R$ 240
mil.
Os créditos adquiridos com a emissão da nota são
reunidos durante todo o ano. Quando chega o dia 1º de outubro, a
Prefeitura permite a transferência de crédito para o IPTU.
Por
isso, a Bolsa funciona de outubro a novembro, quando é permitida a
transação. Quem não vende os créditos pode acumulá-los, por um
prazo máximo de cinco anos.
Como negociar?
Para
comprar
ou vender
créditos por meio da Bolsa, o contribuinte deve se cadastrar no
site www.bolsadeiptu.com.br para comprar ou vender os créditos.
O
valor da compra dos créditos de IPTU é liberado ao vendedor apenas
em fevereiro do ano seguinte, após a sua confirmação de
recebimento dos créditos.
Para pagar, é possível utilizar
o cartão de crédito e parcelar em até 10 vezes. Também dá para
fazer o pagamento à vista, por meio de boleto bancário.